Archive for the cenários Category

Locais de Histórias Perdidas da Lusitânia – Castro de Carvalhelhos

Posted in cenários, ficções, paisagens, património on 2012/05/11 by terrasencantadas

“O sol iluminava a manhã fazendo brilhar o orvalho que cobria as ervas do pequeno prado junto ao rio, mas a temperatura baixa lembrava que a Primavera ainda levaria algum tempo a chegar. Anio gostava de acordar cedo e percorrer as margens do curso de água que atravessava o povoado, na companhia de Zimbro, um lobo que adoptara quando tinha ainda poucos meses de vida.”

O Castro de Carvalhelhos serviu de cenário a alguns dos episódios narrados em O Veneno de Ofiúsa, correspondendo nesta história ao povoado de Anio e Camal. Situado junto à povoação transmontana de Carvalhelhos (concelho de Boticas), encontra-se num razoável estado de conservação e está envolvido por uma paisagem de beleza invulgar.

O Castelo dos Encobertos II

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2012/02/29 by terrasencantadas

“ Ao início da noite chegaram à base de um monte no alto do qual distinguiram vagamente, recortado contra o céu escuro, o perfil de uma fortaleza com torres gigantescas e muralhas de uma espessura indizível. Ao longo das encostas estavam amontoadas rochas de dimensões descomunais, redondas e polidas como seixos, com uma altura superior a três homens, que pareciam ter ficado espalhadas ao rebolarem desde o topo do monte.”

Há locais que ficam para sempre gravados na nossa memória, mesmo que esqueçamos a sua localização exacta e não voltemos a visitá-los. Numa viagem pela região de Celorico da Beira passei por um desses locais. Recordo-me apenas que ficava próximo de um marco geodésico e que parecia uma terra de gigantes, onde rochedos de dimensões descomunais se encontravam espalhadas ao longo de uma encosta, como se tivessem rebolado montanha abaixo. Passados uns anos usei a recordação desse sítio como cenário para os livros da série Os Mouros das Terras Encantadas.

As ruas de Exitânia

Posted in cenários, ficções, património on 2011/12/03 by terrasencantadas

“As ruas da cidade estavam cheias de pessoas que circulavam ostentando vestes coloridas, entre bancas de comerciantes, onde se podia comprar comida, ferramentas, armas sólidas e belas, roupas, porcelanas finíssimas, jóias, todo o tipo de utensílios domésticos e mais uma infinidade de produtos que os olhos de Sara e dos jovens não tiveram tempo de identificar, tal foi o espanto que os assaltou ao passarem as portas daquela cidade fervilhante de movimento, sons e aromas exóticos.”

Idanha-a-Velha – uma das terras que serve de cenário à acção de O Monte Sagrado – é uma povoação muito antiga. Já era um povoado muito importante no tempo dos Lusitanos. Os romanos deixaram ali marcas importantes. A presença visigoda é também visível e, durante a ocupação islâmica, foi dominada pelo clã Banu Marwan que resistiu ao poder de Córdova, lutando pela independência do Garb al-Andalus.

Mons Sanctus

Posted in cenários, paisagens, património on 2011/11/29 by terrasencantadas

“As forças do mal tentaram vários assaltos, mas ao subir estas encostas os asinomens perdiam quase totalmente a força, os basiliscos deixavam de conseguir usar o olhar como arma mortal e, até a Morsapeltem evitava sobrevoar este local.”

O monte onde hoje existe a aldeia de Monsanto – e que serviu de cenário à história de O Monte Sagrado – era chamado pelos romanos Mons Sanctus. Ao longo das encostas muitos penedos exibem vestígios proto-históricos que confirmam ter sido aquele local, desde muito, usado como um vasto santuário. Monsanto teve ocupação islâmica, mas são raros os registos dessa época que chegaram até nós.

O Castelo de Avô

Posted in cenários, ficções, paisagens, património on 2011/11/21 by terrasencantadas

No alto do monte que se erguia no outro lado do rio, o pequeno castelo exibia as suas muralhas feitas de pedras escuras e encharcadas pela chuva. A torre de menagem escondia-se na névoa que deslizava sobre os pontos mais altos. Nem no castelo nem no povoado se via alguém.

inAS SETE BRUXAS

A acção narrada neste conto decorre em Avô, vila situada na margem do rio Alva. Segundo a lenda, este território foi conquistado aos mouros por Egas Moniz e oferecido ao seu neto Pedro Afonso, que viria a casar com D. Urraca, filha de D. Afonso Henriques. Diz ainda a lenda que o casamento se celebrou na igreja matriz de Avô, construída para esse efeito.

Trilho das Minas dos Carris

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2011/11/05 by terrasencantadas

“Seguiam o velho trilho que acompa- nhava o rio e fora construído por povos que habitaram aquela região muito tempo atrás. Povos que foram dizimados pelos exércitos dos Encobertos ou forçados a procurar regiões menos inóspitas e desprotegidas. (…)

Cavalgavam sem tempo para observar a beleza do vale. Passava-lhes despercebido o rendilhado tecido por manchas de flores de cores vivas, ignoravam o verde forte das encostas da margem esquerda e a imponente muralha de montanhas rochosas e acinzentadas da margem direita.”

in “A CANGA DE OURO”

A acção narrada neste conto – da série Os Mouros das Terras Encantadas – decorre junto à Encosta do Sol, perto da Portela do Homem (Serra do Gerês). Por este local, de onde se observa uma paisagem de beleza indescritível, passa um estradão que leva às Minas dos Carris, minas de volfrâmio actualmente desactivadas.

O castelo na seara

Posted in cenários, ficções, paisagens, património on 2011/09/30 by terrasencantadas

“O castelo erguia-se, incara- cteristi- camente, no topo de uma elevação quase imper- ceptível, como se tivesse sido construído com o objectivo de não ser visto, para servir de esconderijo, e estava rodeado de um manto de erva alta e seca. Não se via ninguém.”

O castelo de Valongo está situado alguns quilómetros a norte de Reguengos de Monsaraz. Ergue-se sobre uma pequena elevação e está rodeado por uma seara que barra o acesso à fortaleza. Este castelo, que teve ocupação islâmica, e contexto é insólito em que se enquadra fez dele um cenário incontornável para as aventuras narradas em O Elmo de Cristal.