Arquivo de Julho, 2011

Broas, Serra de Sintra

Posted in paisagens, património on 2011/07/16 by terrasencantadas

Uma aldeia medieval a curta distância da capital do país. Primeiro foi abandonada, depois esquecida, mas o encanto do local permanece.

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A arquitectura de Sharish

Posted in cenários, ficções, património on 2011/07/14 by terrasencantadas

“Havia muitas semelhanças entre Monsaraz e Sharish, embora fossem mais aparentes que reais. As muralhas, gigantescas, nasciam na encosta do monte e erguiam-se dezenas de metros até à altura dos telhados que brilhavam lá no alto. Enormes torres e contrafortes avançavam das muralhas transmitindo uma imagem de inquestionável solidez. Viam-se várias cúpulas, coroando as casas maiores, entre as quais algumas eram amarelas e brilhantes como o ouro, e a porta da fortaleza era ladeada por duas torres robustas, de planta semicircular, revestidas por mosaicos verdes com incrustações de ouro e brilhantes.”

As Terras Encantadas, mundo onde decorrem as aventuras narradas em O Elmo de Cristal – livro do qual foi retirado o excerto anterior – nos livros que lhe sucedem, tomam por base as paisagens portuguesas e os monumentos que as marcam, cruzando com estes a arquitectura árabe e as descrições que as lendas nos dão dos magníficos palácios das mouras encantadas. Ouro, pedras preciosas, salões grandiosos, são elementos recorrentes nestas lendas, prováveis resquícios guardados na memória colectiva do nosso povo, durante séculos, do que terão sido as construções islâmicas medievais, na sua maioria já desaparecidas.

Assim, Sharish, a réplica de Monsaraz nas Terras Encantadas, é apresentada como um povoado repleto de palácios fabulosos e rodeada por uma muralha colossal.

As Mouras Encantadas

Posted in ficções, mitologia on 2011/07/12 by terrasencantadas

Os mouros e as mouras encantadas encontram-se entre as entidades mais marcantes da mitologia portuguesa. Nessas lendas há um primeiro momento em que são narrados os acontecimentos que conduziram ao encantamento – muitas vezes uma trágica história de amor – e um segundo momento durante o qual é descrita a condição de encantada – a moura que fica presa num penedo, numa fonte, num castelo, etc. e só será libertada quando aparecer um humano suficientemente corajoso para se submeter e superar as provas exigidas para desfazer o encantamento.

Os versos que se seguem condensam as histórias narradas em muitas lendas relativamente a esse segundo momento que é também o ponto de partida para as histórias contadas em Os Mouros das Terras Encantadas.

Sobre as pedras da Ponte Velha

uma cobra deslizava.

Ali dizem viver

uma moura encantada.

Só na noite de S. João

a moura se mostrava,

entoando uma triste melodia

até romper a alvorada.

Superstições – Apaziguar a dor

Posted in mitologia on 2011/07/10 by terrasencantadas

 

 

 

 

Para curar uma dor num braço ou numa perna deve esfregar-se a zona dorida com um pano embebido em urina de criança.

Para tratar o reumatismo é bom usar no bolso duas batatas pequenas.

Fel de porco misturado em aguardente é bom para fazer fricções.

A dor nos rins cura-se enrolando à cintura uma trança de linho virgem.

Superstições – Diz-se que…

Posted in mitologia on 2011/07/08 by terrasencantadas

Se queres ter bons pulmões come agriões.

A laranja de manhã é oiro, ao meio-dia prata, à noite morte.

Quem come caldo de grelos no dia de Entrudo pinga-lhe o nariz todo o ano.

Superstições – Sangrar do nariz

Posted in mitologia on 2011/07/06 by terrasencantadas

Quando uma pessoa está a sangrar do nariz, coloca-se nas suas costas, e sem que ela se aperceba, uma cruz feita de palhas ou de paus e a hemorragia pára.

Segundo outra versão, para estancar a hemorragia basta que alguém desenhe uma cruz nas costas da pessoa que está a sangrar, também sem que ela se aperceba disso.

Outro tratamento sugere que se molhe no sangue um anel com uma pedra que simule dois olhos e se coloque seguidamente no dedo mínimo da mão esquerda.

Superstições – Aranhas

Posted in mitologia on 2011/07/04 by terrasencantadas

As aranhas, nos teares, são sinal de abundância, não se devem matar.

Aranha vermelha, pequenina, a subir pela roupa de alguém atrai felicidade; se estiver a descer, dá azar e deve matar-se.