Quebrar o encantamento

“Um dia Azima tentou convencer uma mulher que passava perto da caverna, nas Terras Esquecidas, a desencantá-la e ela assim o prometeu. Para isso teria de ir para casa amassar e coser um pão sem dizer a ninguém com que finalidade o fazia, depois levar-lho-ia e ao comê-lo Azima seria desencantada. Mas a mulher faltou ao prometido e disse ao marido o que ia fazer com aquele pão. Como consequência o encantamento de Azima foi dobrado, enterrando-lhe o palácio nas profundezas da terra e aprisionan- do-a ali até que apareça alguém com coragem para a desencan- tar.”

Este excerto de O Elmo de Cristal exemplifica um elemento frequente nas lendas de mouras encantadas: um humano que se propõe a desencantar uma moura e que, por medo, falta de convicção ou debilidade de espírito, fracassa nas suas tentativas, dobrando à moura o encantamento que a mantém cativa. Por regra, este fracasso origina a um castigo ou vingança, muitas vezes cruel, por parte desta entidade mitológica.

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