A arquitectura de Sharish

“Havia muitas semelhanças entre Monsaraz e Sharish, embora fossem mais aparentes que reais. As muralhas, gigantescas, nasciam na encosta do monte e erguiam-se dezenas de metros até à altura dos telhados que brilhavam lá no alto. Enormes torres e contrafortes avançavam das muralhas transmitindo uma imagem de inquestionável solidez. Viam-se várias cúpulas, coroando as casas maiores, entre as quais algumas eram amarelas e brilhantes como o ouro, e a porta da fortaleza era ladeada por duas torres robustas, de planta semicircular, revestidas por mosaicos verdes com incrustações de ouro e brilhantes.”

As Terras Encantadas, mundo onde decorrem as aventuras narradas em O Elmo de Cristal – livro do qual foi retirado o excerto anterior – nos livros que lhe sucedem, tomam por base as paisagens portuguesas e os monumentos que as marcam, cruzando com estes a arquitectura árabe e as descrições que as lendas nos dão dos magníficos palácios das mouras encantadas. Ouro, pedras preciosas, salões grandiosos, são elementos recorrentes nestas lendas, prováveis resquícios guardados na memória colectiva do nosso povo, durante séculos, do que terão sido as construções islâmicas medievais, na sua maioria já desaparecidas.

Assim, Sharish, a réplica de Monsaraz nas Terras Encantadas, é apresentada como um povoado repleto de palácios fabulosos e rodeada por uma muralha colossal.

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