O Javali

Subitamente ouviu um grunhido e voltou-se, procurando com a mão o punho da falcata. Ao descobrir o que provocara aquele ruído ficou imóvel: um javali bebia água na margem do ribeiro, a dois ou três passos de si. Camal manteve-se quieto, observando atentamente o animal e tentando prever a sua reacção. O javali levantou a cabeça por alguns instantes, olhando-o sem demonstrar agressividade. Parecia até dedicar-lhe algum desprezo e, depois de saciar a sede, afastou-se calmamente, farejando o chão.

Camal afastou-se do rio e encaminhou-se para o bosque. Não havia sinais dos Sefes, no entanto seria sensato manter-se a coberto de olhares hostis e, para além disso, tinha de procurar Anio. [inO Veneno de Ofiúsa”]

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