Arquivo de Abril, 2011

Superstições – Prenúncios de desgraça

Posted in mitologia on 2011/04/29 by terrasencantadas
  • partir um espelho;                                          
  • deixar gavetas abertas;
  • estalarem vidros sem ninguém lhes tocar;                                           
  • ouvir a mobília estalar;                                    
  • barulho de latas;                                             
Anúncios

Superstições – Casamento

Posted in mitologia on 2011/04/27 by terrasencantadas

Mulher que em solteira seja madrinha de alguém, depois de casada será infeliz.

Dos dois noivos morre primeiro aquele que na noite de núpcias apagar a luz.

Quando, ao varrer a casa, uma pessoa passar com a vassoura sobre os pés de outra, esta não se casa.

Quando estão três luzes acesas numa casa, quem apagar uma delas não se casa nesse ano.

No Museu 5

Posted in património on 2011/04/25 by terrasencantadas

A entrada na Gruta do Escoural faz-se através de uma passagem estreita, aberta recentemente, visto a entrada natural se encontrar numa área não visitável. No dia em que lá estive a temperatura exterior era bastante elevada, o que tornou agradável entrar no ambiente fresco do subsolo. No entanto, o jovem guia parecia não estar disposto a partilhar aquele espaço com ninguém durante muito tempo.

Depois de uma breve introdução durante a qual fomos informados de que teríamos de pagar 1,5 € para visitar a gruta e que, no seu interior, não seria permitido tirar fotografias ou filmar, o guia deu inicio à curta expedição que se resumiu a uma apresentação muito rápida das pinturas e gravuras – todas elas mais pequenas do que eu imaginara e, infelizmente, já pouco nítidas – e a alguns breves comentários acerca da utilização da gruta como necrópole.

Ao fim de cinco minutos estávamos de regresso à estreita passagem que nos devolveria ao calor do Verão alentejano. As perguntas que fizemos sobre as gravuras, tentando tirar algum proveito da visita, tiveram respostas vagas e enfadadas por parte daquele jovem que não entendia por que razão continuávamos ali e não o deixávamos em paz.

Tão desinteressante como a pessoa que nos conduziu durante o rápido périplo pela gruta foi descobrir que todo o espólio ali encontrado havia sido removido e espalhado por vários museus, quando seria muito mais interessante observá-lo in situ.

O episódio mais emocionante desta visita à Gruta do Escoural foi a presença de um morcego que esvoaçava por cima de nós.

Exitânia

Posted in cenários, ficções, património on 2011/04/23 by terrasencantadas

“Eram muitas as pessoas que circulavam em redor daquelas muralhas, entrando ou saindo da cidade. Nas ameias viam-se alguns soldados, imóveis, parecendo que as suas lanças erguidas tinham uma missão mais decorativa que de vigilância, visto que a grande porta estava aberta e ninguém a guardava. Às suas couraças e elmos colava-se a luz avermelhada do pôr-do-sol, fazendo cada homem assemelhar-se a uma fogueira ardendo sobre as ameias.” [inO Monte Sagrado”]

Ermida de Santa Catarina, Monsaraz

Posted in paisagens, património on 2011/04/21 by terrasencantadas

Ermida fortificada que foi fundada, possivel- mente, no século XIII, durante o domínio templário em Monsaraz.
Erguida no exterior das muralhas que cercam Monsaraz, pensa-se que terá constituído um reduto defensivo para protecção de viajantes e peregrinos.

Superstições – Bocejar

Posted in mitologia on 2011/04/19 by terrasencantadas

Quando uma pessoa boceja deve fazer uma cruz na boca, para impedir que entre alguma doença durante o bocejo.

No Museu 4

Posted in património on 2011/04/17 by terrasencantadas

Depois de terminar a insólita visita ao Museu de Arqueologia de Vila Viçosa, voltei à recepção onde algumas publicações me tinham despertado a atenção. Deparei com vários livros e brochuras sobre o património arqueológico da região, alguns editados há muitas décadas, o que os valorizava visto poderem fazer referência a monumentos entretanto destruídos. Dirigi-me ao recepcionista dizendo-lhe que pretendia adquirir duas brochuras sobre as antas de Elvas, datadas dos anos 50. Educadamente o homem pediu-me para esperar porque os exemplares que estavam à vista destinavam-se apenas a exposição e teria de encontrar o que eu procurava num armário um tanto desarrumado. E, com toda a naturalidade, o homem acrescentou: “Tenho aqui uma catrefada dessa porcaria que o senhor nem imagina.”