Arquivo de Janeiro, 2011

Penha Garcia

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2011/01/28 by terrasencantadas

“Vindos de todas as direcções, saídos das fontes, rios e poços que habitavam, surgiam pequenos grupos de mouros das águas, juntando-se àquele exército que somava já alguns milhares de cavaleiros. Depois avançaram para Hisn al-Hafa, calculando que se tornaria o principal alvo do ataque do Encobertos.” [inO Monte Sagrado”]

Sharish

Posted in cenários, ficções, paisagens, património on 2011/01/23 by terrasencantadas

“Apesar das forças obscuras que isolavam a fortaleza a aura que a iluminava até nas noites mais negras acendera-se, como de costume, após o Sol ter desapa- recido. Para lá dessa luz, que tornava visíveis as cúpulas douradas dos palácios de Sharish, as casas brancas e as imponentes muralhas que se erguiam na encosta do monte, a noite era densa e cega, libertando apenas os urros angustiantes dos asinomens que tinham começado a manifestar-se quando as primeiras estrelas romperam no céu.” [inO Elmo de Cristal”]

Frases

Posted in ficções on 2011/01/18 by terrasencantadas

– […] Agora, pelo menos, é tão mau como um orc e igualmente um inimigo. Merece a morte.

– Merece a morte! Acho que sim. Muitos dos que vivem merem a morte. E alguns dos que morreram merecem a vida. Podes dar-lha? Então não te mostres tão empenhado em distribuir a morte como julgamento.

[J. R. R. Tolkien in “O Senhor dos Anéis”, Vol I, Europa-América, p 79]

Mitologia portuguesa

Posted in ficções, mitologia on 2011/01/14 by terrasencantadas

Os Mouros das Terras Encantadas” têm as suas raízes na cultura tradicional portuguesa. Histórias insinuadas por recantos mal iluminados de paisagens recônditas ou pelas formas sinistras que os ramos das árvores assumem ao anoitecer. Da solidão imensa das planícies do Alentejo, do isolamento opressivo dos sinuosos vales das Beiras ou das austeras montanhas de Trás-os-Montes, saltaram para serões gélidos, passados em redor da lareira e, enquanto se ouvia o gemido do vento sobre a chaminé, tomavam vida na voz de quem as contava e no espírito de quem as ouvia. Muitas destas histórias perderam-se ao desaparecerem as últimas pessoas que as albergavam na memória. Outras, talvez uma pequena minoria, sobreviveram e chegaram aos nossos dias graças ao trabalho de antropólogos e etnólogos que as procuraram e registaram.

Foi destas lendas, mitos e crenças – vestígios de um mundo rural quase desaparecido – que nasceram os livros da série “Os Mouros das Terras Encantadas”. Muitas destas tradições têm as suas raízes mais profundas na pré-história, tendo crescido e sido enriquecidas com o contributo de cada um dos povos que passou pelo território que hoje corresponde a Portugal.

[continuar a ler]

Gamir Ibn Homatri

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2011/01/08 by terrasencantadas

“Nesse momento viram surgir, vindo de trás do rochedo, um homem com um arco na mão. Rita e André mantiveram- -se atrás de Sara. Ricardo deu dois passos em direcção ao penedo, curioso.

O homem encaminhou-se para eles. Tinha o cabelo negro e solto, vestia umas calças verdes, largas, uma túnica azul e uma capa escura, que o protegia do ar fresco da noite. Quando a proximidade lhes permitiu distinguir-lhe o rosto, onde sobressaíam a barba bem aparada e os olhos penetrantes, foram assaltados por um misto de surpresa e contentamento por reconhecem Gamir Ibn Homatri.” [inO Monte Sagrado”]

Asinomem

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2011/01/03 by terrasencantadas

“Nesse momento um vulto corpulento saiu de trás de um penedo e, com passos pesados e uma rapidez furiosa, correu para Ricardo soltando um urro que os deixou, a todos, gelados. Antes que alguém tivesse tempo para pensar em fugir, Sara que estava a olhar precisamente para o rochedo de onde surgiu o vulto, saltou para a frente de Ricardo, interpondo-se entre ele e aquela sombra sinistra. No instante seguinte a criatura caiu pesadamente no chão, a poucos metros deles, e ficou imóvel.” [inO Monte Sagrado”]