Arquivo de Setembro, 2010

A Caminho do Castelo de Monsanto

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2010/09/26 by terrasencantadas

“Subiram uma rua íngreme que serpenteava entre casas de pedra, encaixadas entre enormes blocos de granito, os quais serviam em muitos casos de parede ou telhado às casas. Quando deixaram para trás as últimas casas da aldeia e a luz amarela dos candeeiros que alumiavam as ruas deixaram-se guiar pelo luar que lhes mostrava a calçada serpenteante, estendendo-se em direcção ao castelo, entre as sombras dos gigantescos penedos que dominavam o monte. À frente começaram a ver a claridade dos projectores fortes manchando de luz as muralhas que surgiam, imponentes, encaixadas nos gigantescos rochedos.” [inO Monte Sagrado”]

Menir do Outeiro

Posted in cenários, ficções, património on 2010/09/21 by terrasencantadas

“- Sara, queres ver? Daqui consegue observar-se o Menir do Outeiro. É um megalito com quase seis metros de altura, pesa oito toneladas e tem mais de cinco mil anos.

Cedendo ao entusiasmo de André, Sara pegou nos binóculos e apontou-os na direcção que ele lhe indicava.

– A região de Monsaraz é riquíssima em monumentos megalíticos. Calcula-se que…

– Estou a passar-me com este gajo – interrompeu Ricardo, que tinha tirado os fones dos ouvidos momentos antes. – Tu não podes calar-te nem que seja por uns segundos?” [inO Elmo de Cristal”]

O VENENO DE OFIÚSA – Crítica no blog As Estantes Azuis

Posted in notícias on 2010/09/16 by terrasencantadas

“Iniciei a leitura de “O Veneno de Ofiúsa” com algumas expectativas, pareceu-me no início uma história interessante, num contexto histórico que me atraiu bastante: Hispânia de XI a.C.
Desta época pouco sei ou conheço das aulas de história, logo estava interessado e ainda o facto de o autor explorar a história portuguesa, a Lusitânia, em conjunto com o nosso imaginário. O meu erro foi ter-me esquecido que se tratava dum livro para um público mais jovem…

Ora, Anio e Camal são dois jovens de uma das várias tribos dos Galaicos que aspiram a tornar-se guerreiros valorosos e líderes respeitados, contudo acontecimentos recentes levam-nos a enveredar por caminhos diferentes. O actual chefe da sua tribo (lugar reservado em último lugar a Camal e pai de Anio) começou relações com os Sefes, um povo rival que em tempos controlou grande parte da Península Ibérica tendo perdido território e poder para os Galaicos e Lusitanos.
Esta relação envenena o espírito deste chefe que se alia aos Sefes para reconquistar os antigos territórios perdidos. Este povo adora a deusa Ofiúsa e serve-se do poder desta para lançar a guerra por toda a Hispânia. Os seus primeiros rivais são os Estrímnios, o primeiro dos quatros povos a viver na Península Ibérica, contudo sem um espírito beligerante como os seus vizinhos sucumbiram e poucos povoados existem nos dias de hoje.

Anio e Camal não apoiando as escolhas da sua tribo revoltam-se mas juntos não tem força suficiente para lutar as comitivas dos Sefes. A sua revolta leva-os a fugir e nesta fuga encontram uma jóia cobiçada por todos os deuses e homens que a conhecem, pois nesta está contido o poder para reclamar a supremacia sobre tudo e todos.
Ofiúsa deseja e lança uma guerra onde Lusitanos e Galaicos terão de ser unir para vencer ou perecer…

Sem dúvida, uma história interessante mas soube a pouco, as personagens não foram nada desenvolvidas, parecendo estereótipos, e os poucos povos e deuses interessantes pouco destaque tiveram, acabando por serem um pano de fundo para a história.
Esta está focada principalmente nos movimentos das tropas, os combates e a guerra em geral, ou seja, um livro escrito para ser adorado pelos mais jovens.
Contudo encontra-se bem escrito e a premissa dos povos pré-romanos foi interessante, mas não me chegou.”

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Idanha-a-Velha

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2010/09/14 by terrasencantadas

“Conforme se iam afastando de Munt Siyun o horizonte enchia-se de suaves colinas que o início da Primavera cobria de verde e, de cada vez que olhavam para trás, viam o Monte Sagrado, ao longe, dominando a campina como uma imensa torre.

À volta deles os campos estavam pintados por vastas manchas de flores azuis, amarelas, lilases ou brancas, que em alguns sítios se misturavam formando tapetes salpicados por centenas de pontos de diferentes cores.” [inO Monte Sagrado”]

Antas 2 do Olival da Pega

Posted in cenários, ficções, paisagens, património on 2010/09/09 by terrasencantadas

“De repente apercebeu-se de um vulto que se deslocava entre as oliveiras, movendo-se de uma forma estranha, sinuosa, ainda que revelando uma agilidade e rapidez notáveis. Àquela distância não conseguiu distinguir mais do que uma sombra, mas não teve dúvidas do que tinha perante si. O mundo está povoado por seres que saem das lendas e surgem para nos inquietar.” [inO Elmo de Cristal”]

Trás-os-Montes

Posted in cenários, ficções, paisagens on 2010/09/02 by terrasencantadas

Depois de se afastarem da montanha onde se localizava o santuário saíram da estrada, seguindo o rasto dos Sefes, que se dirigia para oeste. As curvas suaves do perfil das montanhas sucediam-se numa sequência interminável até ao horizonte, tornando-se gradualmente menos nítidas devido à impossibilidade da visão alcançar tão vasta distância.” [inO Veneno de Ofiúsa”]